1.0 – Veredas – O berço das águas brasileiras

As veredas são formações vegetais do Pantanal e do Cerrado localizadas próximo ao afloramento do lençol freático, sendo assim  consideradas áreas de nascentes e desempenhando  um papel essencial no ciclo hidrológico.

Ocupam vales pouco íngremes ou áreas planas, próximas às nascentes ou em bordas das cabeceiras de Matas de Galeria.

São compostas por espécies herbáceas, arbustivas e palmeiras, como buritis (Mauritia flexuosa) e carandás (Copernicia alba). Os buritis são encontrados em agrupamentos mais ou menos densos e atingem de 12 a 15 metros de altura, enquanto que os carandás chegam a 20 metros.


2.0 – Ressurgências
As águas do fundo da terra

São afloramentos de água originária de blocos calcários presentes em locais de
terreno mais rebaixado. Ao sair do solo, o fluxo de água forma correntes naturais.
Também conhecidas como “olhos d’água”, as ressurgências além da grande
importância para o ciclo hidrológico, apresentam um grande valor cênico.

Estão presentes na região da Serra da Bodoquena, que abrange os municípios de
Bonito, Bodoquena e Jardim, estado de Mato Grosso do Sul.
Aqui estão presentes peixes coloridos e de pequeno porte, como por exemplo o
mato-grosso Hyphessobrycon eques e o lambari-bonito Moenkhausia bonita, e
também cascudos que se confundem no substrato claro, como o cascudo-viola
Loricaria coximensis.


3.0 – Riachos de Cabeceira
O caminho das águas

Desempenham importante função na salubridade e volume dos rios maiores,
incluindo os rios de planície do Pantanal.
Estão localizados em regiões de maior altitude e apresentam desde pequenas
quedas de água até cachoeiras mais volumosas.

São áreas de endemismo de peixes, o que significa que muitas espécies são
exclusivas desses locais. Várias dessas espécies que estão presentes nos riachos
de cabeceira ainda estão sendo descobertas e descritas pela ciência.
São ambientes ricos em espécies de pequeno e médio porte, como pequenos
lambaris, bagres e cascudos.


4.0 – Rios de Bonito
As águas cristalinas de Mato Grosso do Sul

São rios representados pelas águas cristalinas da Serra da Bodoquena, aqui no
estado de Mato Grosso do Sul.
A rocha calcária composta por carbonato de cálcio, predominante na região, tem
a propriedade de calcificar os sólidos presentes na água tornando-os mais
pesados e fazendo com que os mesmos se concentrem no fundo dos rios.

A piraputanga Brycon hilarii é um peixe símbolo de Bonito e uma das principais
atrações aos turistas que mergulham nos rios da região. Possivelmente, a
piraputanga é o peixe brasileiro mais fotografado em seu ambiente natural.


5.0 – Rios Grandes

Rios profundos e mais volumosos apresentam uma variedade de ambientes
capazes de abrigar espécies de grande porte.
A incidência de luz é menor em poços e locais mais profundos, onde podem ser
econtrados grandes bagres, como o jaú (Zungaro jahu) e o pintado
(Pseudoplatystoma corruscans), nativos do Pantanal, e a amazônica pirarara
(Phractocephalus hemioliopterus).

Peixes predadores de grande porte são importantes para o equlíbrio da cadeia
alimentar e a conservação de ambientes de água doce, como o dourado (Salminus
brasiliensis) no Pantanal e o pirarucu (Arapaima gigas) na Amazônia.


6.0 – Banhado Sucuri

A grandiosa serpente sul-americana

O banhado é um ambiente rico em biodiversidade e pode abrigar desde aves de
pequeno porte até grandes serpentes, como a sucuri.
A sucuri é a maior serpente do mundo em volume corporal, podendo ultrapassar
os 6 metros de comprimento.

Sua expectativa de vida é de 10 anos em ambiente natural e de 30 anos em
cativeiro.
A dieta da sucuri é variada e ela mata suas presas por constrição. Alimenta-se de
peixes, anfíbios, jacarés, aves, capivaras, animais domésticos e até mesmo onças.


7.1 – Baía Cachoeira
Piaus, piavas e piavuçus

Ambiente de água cristalina encontrado na Serra da Bodoquena, aqui no estado
de Mato Grosso do Sul.
As matas ciliares nas margens dos rios os protegem da erosão das margens e do
assoreamento.

Estão presentes espécies de peixes de pequeno a grande porte, como lambaris,
piaus, piavas, piavuçus e mandis.


8.0 – Piranhas
Protetoras e vorazes

São predadoras agressivas que variam sua dieta ao longo do crescimento.
Quando jovens, alimenta-se de insetos aquáticos, crustáceos, partes de nadadeiras
e escamas de outros peixes.

Quando adultas, nadam em cardumes e caçam peixes de pequeno e médio porte.
Animais terrestres também podem fazer parte de sua dieta.
Durante o período reprodutivo, podem atacar banhistas com mordidas e
lacerações apenas em defesa de seus ninhos ou território.


9.0 – Planície Inundada
Rios que extravasam

O período de chuva na região pantaneira é de outubro a abril. Durante
estes meses, os níveis dos rios da bacia do rio Paraguai sobem,
extravasam dos leitos e inundam a planície.

A inundação da planície pantaneira pode atingir de 20 a 30 km de
distância do leito do rio e ocorre devido à dificuldade de escoamento das
águas pela baixa declividade.

O escoamento das águas do rio Paraguai é lento, podendo demorar até seis
meses para que a água possa sair do território brasileiro rumo ao sul.


10.1 – Arco-íris – A beleza das cores vivas

Os peixes-arco-íris são peixes ativos e vivem em cardumes em lagos de água doce da Indonésia.

A coloração dos peixes-arco íris reflete a saúde do animal.

O peixe arco-íris-vermelho Glossolepis incisus é endêmico do Lago Sentani (em Papua), e encontrado apenas neste lago tropical.

O arco-íris-neon Melanotaenia praecox tem um brilho azulado com nadadeiras avermelhadas.

O arco-íris Melanotenia boesemani é o mais colorido deste grupo de peixes, com a primeira metade do corpo podendo ser azul, violeta ou turquesa e a segunda metade varia entre o amarelo e o alaranjado.


10.2 – Corredeiras da Amazônia
A incrível diversidade das corredeiras!

A velocidade das corredeiras é um fator importante na composição da
diversidade de peixes de água doce.

Os peixes que habitam esses ambientes apresentam especializações
morfológicas, como bocas que funcionam como ventosas e nadadeiras
para fixação e apoio em troncos e rochas no fundo dos rios.

10.3 – Axolotes – Aliados da pesquisa e ameaçados de extinção!

Os axolotes são salamandras (anfíbios) endêmicos dos lagos Xochimilco e Chalco, localizados na região central do México.

As populações selvagens encontram-se criticamente ameaçadas devido à destruição de seu habitat e introdução de espécies exóticas invasoras.

Estes animais têm a incrível capacidade de regenerar completamente seus membros e até mesmo partes do cérebro, coração e coluna vertebral.

Apresentam “neotenia”, um fenômeno biológico no qual os indivíduos adultos mantém características de larvas mesmo após atingirem a fase adulta, como brânquias externas e nadadeira caudal.


10.4 – Baiacus
Os simpáticos, curiosos e perigosos baiacus!

Os baiacus são espécies capazes de dilatar seus estômagos e inflar, caso se
sintam ameaçados. Em água doce, vivem em bancos de areia, praias, planícies inundadas e bancos de vegetação.

Apresentam quatro dentes poderosos, utilizados para triturar e cortar
crustáceos, moluscos e outros invertebrados que vivem no fundo dos rios
durante a alimentação.
A maioria das espécies de baiacus é venenosa devido à tetrodotoxina
(TTX), presente no fígado e nos ovários. Quando ingerida, esta
neurotoxina causa paralisia dos músculos respiratórios da vítima.


10.5 – Mimetismo
Semelhantes, mas diferentes!

Parecido, pero diferente. O mimetismo é uma característica adaptativa de animais de diferentes espécies que se assemelham entre si e se confundem uns com os outros e com o ambiente.

Sua importância está na maior capacidade dos animais em encontrarem
alimento e proporcionar maior proteção contra os predadores.

Os peixes que mimetizam aumentam suas chances de sobrevivência.


10.6 – Piramboias
Verdadeiros fósseis vivos!

Apresentam o corpo alongado com nadadeiras longas e finas. São peixes pulmonados encontrados na Amazônia, na bacia do Prata e no Pantanal.
Ao nascerem, as piramboias respiram dentro da água pelas brânquias, que
com o tempo vão ficando menores.

Conforme vão se desenvolvendo, as
piramboias usam o pulmão para respirar colocando a cabeça para fora da
água e inspirando o ar atmosférico com a boca. Quando impossibilitadas
disso, morrem afogadas!


10.7 – Peixe-palhaço – Encontrando Nemo!

Mais conhecido como peixe-palhaço, peixe-das-anêmonas ou simplesmente nemo.

Com coloração alaranjada e listras brancas, habita águas calmas e pouco profundas dos oceanos Pacífico e Índico.

Todos os peixes-palhaços nascem machos e têm a capacidade de se tornarem fêmeas de acordo com a necessidade durante a reprodução.

Encontrado próximo às anêmonas (invertebrados cnidários marinhos), este peixe tem uma camada de muco que o protege da toxina produzida por elas. Outros animais que tentarem predar o peixe-palhaço, acabam se queimando ao encostarem nos tentáculos das anêmonas.


10.8 – Cavernícolas – Desprovidos de olhos e pigmentação!

Os lambaris-cegos-das-cavernas são nativos do México, e sua coloração é rosada devido ao sistema vascular

Habitam cavernas, fundos rochosos e arenosos de rios e riachos.

Estes peixes são os principais predadores em seu ecossistema subterrâneo, e apesar de não terem olhos, são capazes de encontrarem e se alimentarem de insetos, crustáceos e outros invertebrados.


11.1 – Europa

Os rios de água fria

Os rios europeus correm por regiões temperadas, com águas frias e alta velocidade.

Apesar de algumas regiões apresentarem elevadas altitudes que distribuem as águas por todo o continente, dois terços do território europeu é constituído por planícies fluviais.

O fundo dos rios geralmente é composto por rochas e a vegetação da margem consiste em arbustos e coníferas.


11.2 – África

A riqueza dos lagos africanos

O lago Tanganica é um dos grandes lagos africanos e está localizado na África Oriental entre a Tanzânia, a República Democrática do Congo, o Burundi e a Zâmbia.

Com cerca de 673 km de extensão, o Tanganica é considerado o lago mais longo do mundo e o segundo maior da África, podendo ser visto do espaço.

Abriga uma grande diversidade de ciclídeos, com pelo menos 300 espécies, sendo 98% endêmicas.


11.3 – América – Amazônia Submersa/America

Onde as águas tocam as árvores

As floretas de igapó são formações vegetais da Amazônia que ocorrem ao longo dos rios e são periodicamente inundadas.

As áreas inundadas ocupam cerca de 8% do bioma e variam de acordo com o tipo de solo, cor da água e composição das espécies.

Na Amazônia, existe uma grande diversidade de ambientes aquáticos que abrigam a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, com mais de 2.000 espécies conhecidas pela ciência.


11.4 – Ásia

Peixes do outro lado do mundo

A Ásia é o maior continente do mundo e apresenta grande diversidade de clima e vegetação. No entanto, as florestas são basicamente temperadas ou floresta Boreal.

São encontradas coníferas, bambus, samambaias e plantas adaptadas a um clima mais frio. O formato das folhas das florestas de coníferas, em forma de agulha, é uma adaptação às nevascas e ao clima seco da região.


11.5 – Oceania

No coração da Austrália

A região de Alice Springs, no centro da Austrália, apresenta formações rochosas de arenito de coloração característica e clima desértico.

A vegetação é composta por plantas adaptadas aos ambientes áridos, como cactos e arbustos. As gramíneas crescem em moitas, e o restante do solo fica descoberto.


12.0 – Igarapés Amazônicos – Caminho das águas no meio das matas

Os igarapés são cursos de água amazônicos estreitos e pouco profundos que correm pelo interior das matas.

A maioria dos igarapés tem águas escuras, como as águas do rio Negro. As águas são escuras devido aos ácidos liberados durante o processo de decomposição de folhas e troncos.

Em tupi, igarapé significa “caminho de canoa”, por serem importantes vias de transporte e comunicação entre povoados ribeirinhos. Os igarapés propiciam irrigação, além de fornecerem água potável e peixes para ornamentação e consumo.


13.0 – Jacarés – Poderosas mordidas na beira do rio

O jacaré-do-pantanal pode ser encontrado desde o norte da Argentina até o sul da Amazônia, mas principalmente no Pantanal.

Podem chegar até 3 metros de comprimento, e de janeiro a março constroem ninhos com folhas e plantas, onde depositam de 20 a 30 ovos.

Alimentam-se de caranguejos, caramujos, insetos, peixes e outros vertebrados aquáticos.

A caça clandestina, a seca, as queimadas e os atropelamentos são sérias ameaças ao jacaré-do-pantanal.


15.0 Neotrópico – Um mergulho na maior diversidade do mundo

A região Neotropical abrange desde o sul dos Estados Unidos e México até o Paraguai e norte da Argentina. Dentro desta região, a Amazônia apresenta a maior riqueza, abundância e diversidade de peixes.

A floresta de igapó (floresta inundada da Amazônia) pode ser encontrada às margens do rio Negro, na região do Arquipélago de Anavilhanas, estado do Amazonas.

São encontrados troncos de árvores submersas, como a castanheira (Bertholletia excelsa), o buriti (Mauritia flexuosa) e a samaúma (Ceiba petandra), uma das maiores árvores do bioma amazônico.


16.2 – Baía Vitória-régia – A imponente rainha d’água

Baía é um termo pantaneiro adotado para lagoa, tanto lagoas pequenas como grandes.

As baías do Pantanal são lagoas rasas e servem como berçários para muitas espécies de peixes, onde crescem e se desenvolvem durante as primeiras fases de vida entre as plantas aquáticas.

A vitória-régia (Victoria amazonica) é uma planta aquática flutuante fixa, nativa da Amazônia e do Pantanal. É inconfundível pelas folhas grandes, tendo a maior flor das Américas e a segunda maior do mundo, com 30 cm de diâmetro.


16.3 – Orquidário – Cores, formas e tamanhos

As orquídeas formam uma das famílias com maior número de espécies dentre as plantas. Com diversas formas, tamanhos e cores, estão presentes em quase todos os continentes, com exceção da Antártida.

No Pantanal, as regiões alagáveis apresentam condições microclimáticas favoráveis para a propagação de orquídeas epífitas.

Árvores como o ipê-roxo e o ipê-amarelo servem de suporte para orquídeas e bromélias, e nidificação de aves, como tuiuiús e garças.


17.0 – Banhados – Os alagados que protegem

São áreas úmidas e alagadiças, também conhecidas como brejos.

Quase sempre estão alagados ou encharcados, com plantas aquáticas submersas, emergentes e flutuantes, além de arbustos e trepadeiras.

A vegetação tem a função de proteger e alimentar aves e outros animais, além de servir como locais de reprodução e abrigar diversas espécies de peixes.


18.0 – Terras Alagadas – Entre a terra e a água

São regiões com predominância de vegetação flutuante, como o aguapé Eichhornia spp. e a orelha-de-onça Salvinia spp.

Os camalotes, ou banco de macrófitas, são plantas aquáticas flutuantes que ficam presas às margens ou descem os rios.

Também conhecidos como baceiros, a vegetação flutuante densa tem raízes esponjosas emaranhadas em muito material orgânico e sedimento (batume).


20.0 – Lagoa Misteriosa
A caverna inundada mais profunda do Brasil

Localizada na região do município de Jardim, aqui no estado de Mato Grosso do
Sul, a lagoa Misteriosa está na parte inferior de uma dolina, uma depressão no
solo formada pela dissolução química de rochas calcárias.


A cavidade foi formada pelo fluxo de água do lençol freático e é considerada a
caverna inundada mais profunda do Brasil.
Essa lagoa cavernosa recebeu esse nome porque sua verdadeira profundidade
ainda é desconhecida apesar de já existir o registro de mais de 220 metros.



EXTERNO


PAISAGEM NATURAL
Ambiente semelhante a margens de água doce, com declives suaves e
vegetação mais densa.

NOTA DO ARTISTA
Optamos por algumas representações mais resistentes, como troncos,
pedras e rampas, o que deve fazer parte do enriquecimento ambiental.

ITENS E REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS
Cigana rasteira
Egeria najas
Higrofila rio

PROPOSTA DE POVOAMENTO
Cascudo (Ancistrus spp.)
Jurupesén (Sorubim lima)
Oscar (Astronotus crassipinnis)
Pacu (Metynnis mola)
Sardinha (Triportheus pantanensis)
Piau do reino (Leporinus lacustris)
Joaninha (Crenicichla vittata)

FOTO: BRUNO REZENDE/SUBCOM

INFORMAÇÕES DO TANQUE EM PDF


PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO (PERÍODO DE SECA)


PAISAGEM NATURAL
No período de maio a setembro as chuvas cessam, e a água se concentra em poças mais localizadas, onde os animais buscam alimentos e se
encontram para beber água.

ITENS E REPRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS
Galhos gerais
Folhas gerais
Pedras
Tronco

PROPOSTA DE POVOAMENTO
Ciclídeo anão (Apistogramma borelii)
Ciclídeo anão (Apistogramma trifasciata)
Ciclídeo anão (Apistogramma commbrae)
Enfermeirinha (Aphyocharax anisitsi)
Tetra (Aphyocharax nattereri)
Enfermeirinha (Aphyocharax rathbuni)
Tetra (Hemigrammus neptunus)

FOTO: BRUNO REZENDE/SUBCOM

INFORMAÇÕES DO TANQUE EM PDF


PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO (PERÍODO DE CHEIA)


PAISAGEM NATURAL
No período de outubro a abril, o mais chuvoso da região pantaneira, o
nível dos rios da bacia do Paraguai sobe consideravelmente, inundando
a planície de até dois terços do Bioma local. Conhecido por ter pouca
declividade, a planície permanece grande parte do ano alagada.

PROPOSTA DE POVOAMENTO
Papudinho (Poptella paraguayensis)
Lambari (Psalidodon marionae)
Olho-de-fogo (Moenkhausia forestii)
Acará-festivo (Mesonauta festivus)

FOTO: BRUNO REZENDE/SUBCOM

INFORMAÇÕES DO TANQUE EM PDF